quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Luperon! Próxima parada.

Fomos parar em Luperon- norte da República Dominicana. Um vilarejo de 5 mil pessoas que gira em torno do movimento das marinas.

Depois de muito rodar pelo pueblo, "aparcamos" na Marina Tropical. Descobrir a vida nas marinas é incrível! Gente de todo o mundo com línguas diversas e experiências das mais inéditas e impressionantes.

Conhecemos Sabrina, Nick, Veronique e Bruce.. Uma família metade sul africana, metade das Ilhas Maurcícius... Vivem no mar há mais de 20 anos... Já não conseguem mais imaginar uma vida em terra firme...

Shaguy e Camila..Ela dominicana, ele americano. Vivem em um veleiro e se sustentam da vida na marina.

Ed-Um inglês light! Tem seu veleiro estacionado na marina e decidiu investir no bar- quioque na própria marina. Uma terra firme temporária.

Aliás, foi convivendo com essa gente que eu e D. decidimos que também queremos esse lifestyle!

Sendo assim, encontarmso nossa casa:

Um Gulfstar, 37 pés!
A vida nos dá sempre oportunidade de inovação, basta enxergarmos os sinais... E foi assim que desenvolvemos, acreditamos e hoje investimos em nosso projeto! A Expedição 4 ventos!

http://catarse.me/pt/projects/470-expedicao-4-ventos

A vida na Terra começou um dia para cada um de nós e cada um tem o dia da partida para o outro plano. Como você decide vivê-la? Em linha reta? Ou explorando cada canto, em zigue zague?
Bora subir...? Bora descer? Bora viver?









domingo, 18 de dezembro de 2011

Salada Mista dominicana!

República Dominicana é música!! A cada esquina o ritmo latino te convida para cantar, dançar ou apenas balançar a cabeça. O som de um radinho que toca mambo é capaz de ir longe, de casa em casa, todo seu percurso acaba sendo sonorizado! Não existe a possibilidade de entrar em um restaurante e ouvir o silêncio. E não existe nem idade, nem classe social, todos gostam do mambo e da salsa - o típico som caribenho. Seria como o axé na Bahia.
No princípio, você não aguenta mais ouvir, mas depois você vai entrando no clima, vai ficando com os sucessos na cabeça e quando vê... já tá cantando e gostando de escutar!

O ritmo caribenho desenha a personalidade das pessoas, talvez como o jingado do samba no Brasil. Os dominicanos são sorridentes, prestativos, te olham nos olhos e estão sempre prontos a te ajudar ou a bater um papinho. Quase tudo é motivo para abrir uma cerveja e comemorar! Até mesmo as carreatas políticas, aqui são verdadeiras baladas.
Os cassinos são liberados por aqui, maaaaasss ocorre o que há tempos sabemos no Brasil: Você sempre perde para as máquinas “programadas”. 

Portar armas na República Dominicana é algo normal. Quem tiver um pouco de pesos pode comprar uma arma e facilmente arrumar a licença. Todos os seguranças fazem as rondas exibindo uma 12 na mão, e se você quiser pegar em uma, ele vai te emprestar sem pestanejar!

Os Pica Pollo são os bares mais comuns por aqui. Qualquer boteco serve pica pollo que nada mais é do que frango frito para aperitivo. Os pratos de pollo são muito baratos na República Dominicana. Também galo e galinha é o que mais tem por aqui, andar de moto ou de carro pelas ruas das pequenas cidades é como jogar ATARI...rsrs. E os dominicanos adoram as brigas de galo...

Para os estrangeiros que queiram abrir uma conta na República Dominicana, tem que saber que é necessário ter uma carta de recomendação de um dominicano, sem isso, não é possível. E você pode escolher se quer abrir em dólares ou em peso. Aliás, tudo por aqui aceita tanto dólares quanto pesos. Cada dólar vale 38,5 pesos.
A República Dominicana é colorida e doce. As frutas tropicais são em abundância por aqui. O abacaxi, as laranjas, o limão, o mamão, a maça, as bananas, tudo bastante maduro e doce.
Ah! Outra coisa que encontramos aos montes pelas carreteiras (estradas) são as plantações de cana de açúcar. São muitas, infinitas aos nossos olhos, dobram esquinas, somem nos horizontes. E a flor da cana é linda! Sensível, grande e com uma coloração que varia entre a púrpura e a prata!
O transporte pelo país pode ser feito de taxi e de ônibus, só vai depender da grana que você tem para gastar. As empresas de ônibus mais conhecidas são Caribe Tour e Autobuses Metro .
Eu e D. Completamos um ciclo aqui em Bávaro. Entregamos nosso apê e colocamos pé na estrada, rumo a nossa próxima parada: Luperon! Um vilarejo no norte da ilha que funciona em torno dos movimentos das marinas. Go for it!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Viemos para trabalhar aqui!













Gato por lebre...ou Baiacú por Mero..?

   Hoje, Eu e D. decidimos deixar o trabalho no Resort como instrutores da Dressel Divers, até porque (palavras do nosso próprio chefe) ... "Realmente aqui não é um lugar para quem quer trabalhar como instrutor de mergulho". Mas peraí, a gente veio pra cá justamente porque o trabalho oferecido era como instrutor de mergulho..? Pois é, mas infelizmente na prática, na Dressel, é um pouquinho diferente. Fomos animadores de piscina, vendedores e por último instrutores de mergulho.

Um dos motivos que nos moveu até aqui foi querer trabalhar no mar, treinando pessoas para que se apaixonem pelo fundo do mar como nós. Mas, infelizmente, o que encontramos aqui foi uma equipe muito mais preocupada em ganhar dinheiro do que em preservar um jovem mergulhador de ondas de 5 metros. Isso mesmo, as condições eram péssimas, propícias para se abortar a saída, mas a gana em ganhar era tanta que o Discovery com o barco batendo em ondas de 5 metros, visibilidade de 2, não foi abortado. Como mergulhadora brasileira, formada pela Aqualander, não posso ser conivente com tudo isso. O mergulho deve ser uma diversão desde o momento do briefing, passando pela travessia no barco, até o fundo, e não era o que estava acontecendo.

O mesmo sonho que nos moveu até aqui, nos moverá agora para a próxima parada no Caribe... Onde será, hein? Num sei... Também estou ansiosa para descobrir logo e aí, conto pra vocês.
Bye bye and go deep in your dreams!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Boiada Dominicana... Hola!


Turistas não, forasteiros...

 Hoje faz 2 duas semana que eu e D. chegamos à República Dominicana. Agora posso dizer que já estamos nos apossando do apezinho que escolhemos para morar. E foi uma escolha certeira!!! O Cocotal Village é um residencial para “forasteiros”. Explico. Pode parecer preconceito e até acho que é, mas tudo aqui em Punta Cana é dividido entre “para dominicanos” e para “estrangeiros”. E essa denominação é dada pelos próprios dominicanos. Claramente pode se notar quais são os bares para os locais e quais os bares para os haoles, quais os bairros para dominicanos viverem e quais os bairros para os forasteiros, e é assim em tudo...  No começo é um pouco estranho, e para quem não tem preconceito fica difícil aceitar esse pseudo “apartheid”. Mas depois você se acostuma, aceita e acaba realmente freqüentando, até por uma seleção natural, os locais voltados para quem vem de fora.

Os dominicanos são simpáticos, hospitaleiros e parecem até um pouco ingênuos perto da malandragem brasileira. A maioria tem moto e todooooos gostam e ouvem mambo o dia todo. Na porta de cada estabelecimento você encontra um segurança com uma “12” na mão.... A primeira vez impressiona, mas depois você vê que é normal por aqui.

Bom... Chega de divagar... Hoje eu e D. tiramos o dia de folga para curtir nosso apezinho e o residencial. Coloco aqui algumas fotos de onde estamos morando. E não vai pensar que estamos ricos, hein....rsrs!!!  Aqui no Cocotal Village tem as golfsuits que são caríssimas e chegam até a serem mansões, e tem as casinhas e apezinhos menores e mais acessíveis. Como já postei aqui, nosso aluguel é menor do que o que pagávamos na Augusta-SP do lado central. E a paz em viver aqui nem se compara...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Paraíso??? Onde? Ah.. Ali dentro!!

Ufa... Depois de a little buffer nos planos por aqui. Consegui parar para escrever um pouco. A vida em Punta Cana não é um paraíso. Essa é uma de minhas conclusões até então... Todo mundo pensa que viver  trabalhando de frente para o mar azul do Caribe é pura diversão e a exclamação mais ouvida é : "Êhhh vidão!!!". Mas, disfrutar das maravilhas caribenhas- pelo menos em Punta Cana- é para os turistas que ficam literalmente "ilhados"nos Resorts.
O clichê "sombra e água fresca" é o que rege a estadia nessas clareiras de frente para o mar. Buffets com os mais variados pratos, bebidas à vontade, jogos, piscina, diversão all night long. Um passeio bastante indicado se você tem uma grana sobrando para gastar na lua de mel, com a família ou até mesmo com um grupo de amigos. Mas prepare-se... sua grana vai voar.....
Enquanto uma long neck nos barzinhos pela cidade custa cerca de 60 pesos, nos paraísos perdidos você vai pagar quase 200 pesos. Com a água também não é diferente, de 35 pesos, nos Resorts vai para 65.
Até ai, dá para entender os preços caros pelo luxo proporcionado, a quantidade de diversão ao alcance, e as facilidades encontradas dentro desses hotéis, masssssssss.... o abuso nos valores exorbitantes cobrados chega a fazer rir quem conhece o que existe do lado de fora.
Os muros altos dos Resorts escondem uma pobreza crescente, dominicanos loucos para ganharem 100 pesos com suas moto-táxis,  milhares de prostíbulos e casas lotéricas espalhados a cada esquina. Ou seja, essa realidade de luxos e benefícios não existe em Punta Cana! Quem vem curtir as férias por aqui não curte a cidade, e sim o Resort.
Bom... Esse foi só um desabafo do que tenho visto por aqui... Meus dias de trabalho tem se alternados entre conviver com as maravilhas do paraíso e a dura realidade de quem vive ao redor dessas clareiras.
Sinceramente... Chego a me sentir culpada... Como se eu estivesse enganando cada cliente do Resort.
Eu e D. estamos trabalhando no Iberostar Bávaro Resort. Somos instrutores de mergulho da Dressel Divers. E lá também não é diferente. Um cilindro que na maioria do Caribe você paga 65 dólares para mergulhar, na Dressel do Iberostar em Punta Cana-Bávaro, você vai pagar 170 dólares!!!!!!!!!
Um verdadeiro paraíso enclausurado. A little fake...
Só um desabafo....